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XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
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101. CR 36. Gestión y evaluación de servicios sanitarios y tecnologías
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878 - TECNOLOGIA PARA CIRURGIÕES-DENTISTAS NO CUIDADO DA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

A.M. Nascimento, A.K. Santos, G.R. Martins, M.E. Baltazar, S.S. Sousa, P.C. Oliveira, R.N. França, K.V. Silva, E.R. Maia

Universidade Regional do Cariri (URCA); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (IFCE); Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte (Estácio FMJ).

Antecedentes/Objetivos: A fragmentação da linha de cuidado em saúde bucal à criança com transtorno do espectro autista na Atenção Primária à Saúde compromete a integralidade do cuidado e evidencia lacunas na formação profissional, na organização dos processos de trabalho e na utilização de protocolos assistenciais. Nesse contexto, objetivou-se desenvolver uma tecnologia cuidativo-educacional direcionada às necessidades da práxis de cirurgiões-dentistas da Atenção Primária à Saúde no cuidado odontológico de crianças com autismo.

Métodos: Estudo metodológico, de abordagem mista, realizado entre maio e dezembro de 2025, em Iguatu-CE, orientado pelo Modelo Práxico para Desenvolvimento de Tecnologias. Na fase pragmática, realizou-se diagnóstico situacional por meio do Círculo de Cultura ancorado no método de Paulo Freire com profissionais da atenção primária, seguido de análise de conteúdo temática e revisão de escopo das evidências científicas sobre assistência odontológica à criança com autismo. Na fase produtiva/artística, desenvolveu-se tecnologia no formato de Protocolo Interativo Digital, integrando conteúdos clínicos, educativos, organizacionais e comunicacionais.

Resultados: Participaram 25 cirurgiões-dentistas da atenção primária à saúde, gestores da saúde bucal. Evidenciaram-se barreiras relacionadas à inadequação da infraestrutura, fragilidades na qualificação profissional e limitações organizacionais do processo de trabalho. A revisão de escopo identificou evidências favoráveis ao uso de estratégias não farmacológicas, como dessensibilização gradual, pedagogia visual, reforço positivo e adaptação sensorial do ambiente clínico, associadas à melhora da cooperação e redução da ansiedade das crianças. Como produto, elaborou-se uma tecnologia em formato de Protocolo Interativo, com cinquenta páginas digitais, destinada a apoiar a educação permanente, a tomada de decisão clínica e a organização da linha de cuidado odontológico.

Conclusões/Recomendações: A Tecnologia desenvolvida responde às necessidades identificadas na prática profissional e apresenta potencial para qualificar o cuidado odontológico à criança com autismo, promovendo maior resolutividade, humanização e equidade. Recomenda-se a validação clínica, avaliação de efetividade e ampliação de sua implementação em diferentes contextos da rede de atenção à saúde.

Financiamento: Ministério da Saúde do Brasil.

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