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XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
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87. CR 22. Diabetes y obesidad
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869 - TRAJETÓRIAS ANTROPOMÉTRICAS NO CURSO DE VIDA DE MULHERES: RESULTADOS DA COORTE ELSA-BRASIL

S.M. Alvim, M.L. Lorrani, Y.M. Morejon, R.T. Almeida Tosta, M.V. Vaca Martínez, M.C. Chagas de Almeida, L.A. Amorim

Universidade Federal da Bahia; IGM/Fiocruz.

Antecedentes/Objetivos: A paridade e os comportamentos de saúde ao longo da vida influenciam a trajetória antropométrica das mulheres, fator associado às doenças crônicas não transmissíveis. Explorar diferenças entre as trajetórias de mulheres com ou sem filhos pode trazer insights sobre a evolução dos padrões de alteração de peso e índice de massa corporal. Este trabalho tem como objetivo analisar as trajetórias antropométricas no curso de vida de mulheres com ou sem filhos participantes da coorte ELSA-Brasil.

Métodos: Análise descritiva com 8.218 mulheres da coorte ELSA-Brasil (77,83% com filhos), com idade entre 34 e 90 anos (média de 58 anos). As mulheres participantes da coorte foram acompanhadas durante quatro seguimentos, de 2008 a 2022. O peso corporal foi questionado em relação aos 20 anos e aferido diretamente nos quatro tempos, assim como seus IMCs. Foi testada, por meio do termo de interação, a diferença entre as trajetórias das mulheres com e sem filhos. Analisaram-se as trajetórias antropométricas de peso corporal e IMC ajustados por funções quadráticas da idade por modelagem de trajetórias baseadas em grupo (GBTM) separadamente para os dois grupos, utilizando o método BIC para seleção dos modelos finais. O ELSA-Brasil possui aprovação ética para pesquisa.

Resultados: A avaliação do termo de interação entre a idade e filhos indicou diferenças significativas entre as suas trajetórias. Foram identificadas três trajetórias antropométricas distintas, nas quais as curvas de peso e IMC resultaram na mesma interpretação com leve variação na classificação dos grupos dessas mulheres. As trajetórias de peso para mulheres da coorte ELSA-Brasil com filhos foram classificadas como: baixo (43,4%), intermediário (42,8%) e alto (13,8%); para o IMC, as proporções de cada grupo foram 45,0%, 41,3% e 13,7%, respectivamente. Nas mulheres sem filhos, as trajetórias encontradas foram: Peso [Baixo (52,4%), Intermediário (36,8%), Alto (10,8%)] e IMC [Baixo (51,0%), Intermediário (38,1%), Alto (10,9%)]. Nestas trajetórias, as mulheres com filhos apresentaram maior média de peso e IMC do que as sem filhos.

Conclusões/Recomendações: Essas diferenças nas trajetórias de peso e IMC entre mulheres com e sem histórico reprodutivo indicam a possibilidade de existência de características que contribuam para o aumento de peso em períodos críticos de suas vidas, como: gravidez/pós-parto, menopausa, etc. Assim, é possível pensar em ações voltadas à promoção da saúde e ao controle do peso ao longo da vida dessas mulheres, especialmente nestes períodos para redução de riscos adicionais para DCNT.

Financiamento: Ministério da Saúde/DECIT.

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