Sugerencias
Idioma
Métricas
Información de la revista

Congreso

Contenidos del congreso
Congreso
XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
Listado de sesiones
Comunicación
61. CO 40. Salud e inmigración
Texto completo

783 - ACESSO DE MULHERES MIGRANTES VENEZUELANAS AOS SERVIÇOS DE SAÚDE BUCAL NO BRASIL

V. Pinheiro Gavina, T. Dutra Gomes de Carvalho, P. Pereyra Zamora, C. de Souza Lopes

Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Fiocruz; Universidad de Alicante.

Antecedentes/Objetivos: A migração venezuelana intensificou-se na última década em função da crise econômica, política e social no país de origem, com crescente presença de mulheres no Brasil, especialmente em Manaus (AM) e Boa Vista (RR). Apesar do princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e da ampliação do acesso à saúde bucal, evidências indicam que migrantes enfrentam barreiras socioeconômicas, institucionais e migratórias que limitam o uso de serviços odontológicos. Este estudo teve como objetivo descrever a utilização de serviços de saúde bucal segundo características socioeconômicas, demográficas e migratórias em mulheres venezuelanas de 15 a 49 anos residentes no Brasil.

Métodos: Trata-se de estudo transversal realizado em 2021 com mulheres venezuelanas residentes em Manaus e Boa Vista, utilizando amostragem por Respondent Driven Sampling (RDS). Foram incluídas mulheres residentes no Brasil há até três anos. A coleta de dados foi presencial, com questionário estruturado aplicado em tablets. A variável desfecho foi o uso de serviços de saúde bucal no Brasil, e estimaram-se prevalências segundo características sociodemográficas, econômicas e migratórias.

Resultados: A amostra total foi de 2.012 participantes, das quais 1.665 responderam à variável de interesse. Destas, 67% relataram ter utilizado serviços de saúde bucal no Brasil. A não utilização foi mais frequente entre residentes de Boa Vista, mulheres com menor escolaridade, migrantes em situação irregular, sem emprego formal, sem renda no último mês e não beneficiárias de programas sociais. Não foram observadas diferenças relevantes segundo cor da pele e situação conjugal.

Conclusões/Recomendações: Os resultados evidenciam baixa utilização de serviços de saúde bucal entre mulheres migrantes venezuelanas, marcada por desigualdades socioeconômicas, territoriais e migratórias. Recomenda-se o fortalecimento de estratégias no SUS voltadas a populações migrantes, com ações territoriais, ampliação da informação sobre direitos, integração com programas sociais e políticas de regularização migratória, visando reduzir iniquidades no acesso à saúde bucal.

Financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Listado de sesiones

Idiomas
Gaceta Sanitaria