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XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
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41. CO 20. Diabetes, obesidad y estilos de vida
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833 - EFEITO DAS TRAJETÓRIAS DE PESO DOS 5 AOS 40 ANOS DE IDADE NA MORTALIDADE EM PARTICIPANTES DO ELSA-BRASIL

I.T. Pimenta, R.V. Oliveira, R.H. Griep, M.F. Diniz, S.M. Matos, M.J. Fonseca

Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ; Laboratório de Educação em Saúde e Meio Ambiente/IOC-FIOCRUZ; Evandro Chagas National Institute of Infectious Diseases, Oswaldo Cruz Foundation; Ministério da Saúde/Brasil; Institute of Public Health/UFBA; Federal University of Minas Gerais.

Antecedentes/Objetivos: As mudanças de peso ao longo da vida podem aumentar o risco de mortalidade. Apesar da antropometria ser um método amplamente utilizado para avaliar mudanças de peso, é uma alternativa que permanece pouco explorada no Brasil. As escalas de silhueta corporal permitem a avaliação das trajetórias percebidas da forma corporal, mesmo quando estudos de coorte são inviáveis. Este estudo teve como objetivo avaliar as associações entre as trajetórias de peso e a mortalidade.

Métodos: Esta análise longitudinal envolveu 12.958 participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) durante um período de acompanhamento de cinco anos. O ELSA-Brasil é um estudo de coorte conduzido com servidores públicos de seis instituições públicas no Brasil. Avaliamos as trajetórias de peso corporal dos 5 aos 40 anos de idade usando escalas de silhueta corporal e examinamos os efeitos dessas trajetórias na mortalidade por doenças crônicas e outras causas de mortalidade usando um modelo de riscos proporcionais de subdistribuição para eventos concorrentes, com análises estratificadas por sexo.

Resultados: Mulheres com um aumento acentuado no tamanho corporal apresentaram um risco 206% maior (IC95%: 1,32; 7,05) de morte por doença crônica em comparação com aquelas com uma trajetória moderadamente estável. Da mesma forma, homens com uma trajetória de peso magra e com aumento acentuado apresentaram um risco 79% maior (IC95%: 1,27; 2,53) de morte por doença crônica em comparação com aqueles com uma trajetória magra e com leve aumento. Outras causas de mortalidade não foram associadas às trajetórias de peso.

Conclusões/Recomendações: O aumento acentuado no tamanho corporal elevou o risco de mortalidade por doenças crônicas. O desenvolvimento de estratégias e políticas públicas que promovam a manutenção de um peso adequado ao longo da vida pode contribuir para a redução da mortalidade por doenças crônicas.

Financiamento: DECIT-MS e FAPERJ.

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