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XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
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Comunicación
76. CR 11. Salud comunitaria y determinantes sociales
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893 - MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO DO ÚTERO ENTRE MULHERES INDÍGENAS DA COORTE DE 100 MILHÕES DE BRASILEIR@S

L.B. Lemes, M.C. Almeida, S.M. Alvim, A.L. Patrão, Y. Morejón, B.M. Gomes, C.C. Rodrigues, J.M. Guimarães, E. Aquino

Fiocruz; Universidade Federal da Bahia/UFBA; Universidade do Porto.

Antecedentes/Objetivos: Avaliar os fatores socioeconômicos relacionados à mortalidade por câncer de colo do útero em mulheres indígenas brasileiras.

Métodos: Coorte dinâmica e aberta constituída por indivíduos que solicitaram benefícios de programas sociais, entre 2001 e 2021, registrados no Cadastro Único (CadÚnico) do Ministério de Desenvolvimento Social. A Coorte inclui 166.486 mulheres de 18 a 100 anos que se autodeclararam indígenas, pertencentes a aproximadamente 270 Povos. Esses dados foram ligados aos do Programa Bolsa Família (PBF), o maior programa brasileiro de transferência de renda, por meio de um identificador único; o relacionamento com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade utilizou a ferramenta de vinculação não determinística CIDACS-RL e o pareamento se dá com 5 identificadores. Desfecho de interesse: câncer de colo do útero (C53, Classificação Internacional de Doença/CID-10). O tempo em risco foi calculado a partir do momento em que uma mulher foi incluída no CadÚnico até o momento de seu óbito por câncer de colo do útero, por outra causa ou o término do acompanhamento para a presente análise (31/12/2021), o que ocorrer primeiro. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o Stata, versão 15.1.

Resultados: As Mulheres Indígenas presentes na Coorte vivem principalmente em áreas rurais (61,22%), possuem ensino fundamental I (46,98%) e são beneficiárias do PBF (86,94%). As Mulheres Indígenas que foram a óbito morreram em média 4 anos mais cedo (59 anos), comparadas aos demais grupos raciais. A mortalidade por neoplasias foi a segunda principal causa (17,12%) e entre as neoplasias, o câncer de colo do útero foi maior entre Mulheres Indígenas (0,17%) comparadas aos demais grupos, principalmente entre aquelas vivendo em áreas urbanas (0,19%).

Conclusões/Recomendações: As Mulheres Indígenas foram aquelas que mais frequentemente morreram por câncer de colo do útero, corroborando estudos anteriores. A qualidade e organização longitudinal dos dados da Coorte oferecem a possibilidade de realizar inferências robustas e o estudo da saúde de populações específicas, como as Mulheres Indígenas, fortalecendo a equidade e favorecendo a saúde destas mulheres em todo o país.

Financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

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