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XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
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64. CO 43. Tuberculosis
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838 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS E TENDÊNCIA DA MORTALIDADE POR TUBERCULOSE EM PESSOAS COM 20 ANOS OU MAIS NO BRASIL, 2013-2023

L.O. Ribeiro Souza, M. Alves García, L. Vieira de Medeiros, M. Argentin Albertini, H. Gomes Teixeira Mendes, R. Oliveira Zocolaro, S. Kaori Souza Hashizumi, M.L. Pedrini Mota, A. Gomes Macedo Bacurau

Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas-SP, Brasil.

Antecedentes/Objetivos: A tuberculose é um problema de saúde pública mundial. No Brasil a incidência da doença vem aumentando nos últimos anos, de modo que, em 2030, estima-se 42 casos a cada 100 mil habitantes. O objetivo do estudo foi descrever o perfil epidemiológico dos óbitos e a tendência das taxas de mortalidade por tuberculose em adultos (≥ 20 anos) no Brasil, entre 2013-2023.

Métodos: Estudo ecológico de série temporal, descritivo, realizado com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Considerou-se os óbitos cuja causa básica foi a tuberculose (Códigos CID-10: A15-A19), registrado na população brasileira com idade ≥ 20 anos, entre 2013-2023. As variáveis foram: região de residência, sexo, faixa etária, raça/cor da pele e escolaridade. Na análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva com frequências absolutas e proporções. As taxas de mortalidade por 100 mil habitantes foram calculadas segundo a região, o sexo e faixa etária. Foi usado o Microsoft Excel para organização e análise dos dados.

Resultados: Foram notificados 51.992 óbitos entre 2013 e 2023, com maior proporção na região Sudeste (43,3%), sexo masculino (75,6%), pessoas com 60 anos ou mais (40,7%), raça/cor parda (50,2%) e com escolaridade entre 1-7 anos de estudo (48,7%). A maior taxa de mortalidade ocorreu na região Norte e Nordeste (em média 4,0 óbitos/100 mil habitantes), nos idosos (em média 6,0; 7,4 e 10,5 óbitos/100 mil habitantes nas faixas etárias 60-69; 70-79 e ≥ 80 anos, respectivamente) e no sexo masculino (em média 5,1 óbitos/100 mil habitantes versus 1,5 óbitos/100 mil no sexo feminino). De modo geral, a partir de 2020, houve aumento na tendência da taxa de mortalidade para a maioria das regiões do país.

Conclusões/Recomendações: A mortalidade por tuberculose no Brasil permanece elevada e apresenta tendência de crescimento a partir de 2020, com maiores taxas entre homens, idosos, e residentes na região Norte e Nordeste. Os achados indicam importantes desigualdades sociais e regionais na mortalidade por tuberculose, reforçando a necessidade de fortalecer a vigilância e integrar estratégias intersetoriais que ampliem o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno, especialmente entre populações vulneráveis.

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