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XLIV Reunión anual de la Sociedad Española de Epidemiología (SEE) y XXI Congresso da Associação Portuguesa de Epidemiología (APE)
Pamplona, 23 - 26 junio 2026
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33. CO 12. Enfermedades crónicas y multimorbilidad
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817 - DESFECHOS ANTROPOMÉTRICOS E MUDANÇAS COMPORTAMENTAIS NA FASE AGUDA APÓS BYPASS GÁSTRICO

C.A. Máquina, L.R. Campelo, M.F. Lima, J.A. Fiorido, B.B. Britos, I. Santana, L. Schwambach, B.E. Daboin, F.K. Haraguchi

Universidade Federal do Espirito Santo.

Antecedentes/Objetivos: A obesidade grave apresenta alta morbimortalidade, e o bypass gástrico em Y de Roux é uma das principais terapias disponíveis. Nos primeiros seis meses pós-cirurgia ocorrem mudanças corporais rápidas. Embora os desfechos antropométricos sejam amplamente descritos, ainda é pouco compreendida sua relação com mudanças comportamentais. Este estudo investigou como mudanças comportamentais e de estilo de vida se conectam à perda de peso na fase aguda após o bypass.

Métodos: Estudo misto sequencial explanatório com 60 adultos submetidos ao bypass gástrico, atendidos no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraese que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Na fase quantitativa, peso (P), índice de massa corporal (IMC), massa magra (MM), massa gorda (MG), percentual de massa magra (%MM), percentual de gordura corporal (%GC) e percentual de perda de peso (%PP) foram avaliados por bioimpedância (InBody e Biodynamics) e analisados no Excel e SPSS versão 22.0. Na fase qualitativa, 15 participantes foram entrevistados online por vídeo, examinando mudanças comportamentais e de estilo de vida. Os achados quantitativos e qualitativos foram integrados por triangulação para melhor compreensão dos processos de adaptação.

Resultados: Entre T0 e T1, houve redução significativa de P (116,5 ± 20,3 para 85,5 ± 15,5 kg) e IMC (43,8 ± 6,6 para 32,0 ± 4,9 kg/m2). A MM reduziu de 57,1 para 48,9 kg, enquanto a MG caiu de 54,6 para 34,8 kg. O %MM aumentou (51,6 para 58,7%), %GC diminuiu (48,4 para 41,3%) e %PP médio foi de 26,5 ± 5,8%, todas alterações estatisticamente significativas (p < 0,001). Na fase qualitativa, a maioria relatou adesão positiva às mudanças comportamentais e de estilo de vida, frequentemente associando essas adaptações à perda de peso. Depoimentos mostraram que a perda de peso exigiu reorganização da rotina e da identidade cotidiana, enfrentando também desafios físicos, sociais e emocionais. A triangulação indicou que quanto maior a perda de peso, maior foi o impacto no dia a dia e a necessidade de adaptação.

Conclusões/Recomendações: As mudanças antropométricas observadas na fase aguda pós cirurgia estiveram associadas a ajustes no comportamento e no cotidiano dos participantes. A triangulação mostrou que perdas de peso maiores implicaram impactos no cotidiano, com desafios físicos, sociais e emocionais, mas também esforço e adesão nas mudanças comportamentais e estilo de vida.

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