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Vol. 13. Núm. SC1.
Páginas 9275 (Agosto 1999)
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EFEITOS DO EXCESSO DE CALOR NA MORTALIDADE: IMPLEMETAÇÃO DE UM SISTEMA DE ALERTA
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B. Nunes, P J. Nogueira, L. Canto e Castro, J. Marinho Falcão
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EFEITOS DO EXCESSO DE CALOR NA MORTALIDADE: IMPLEMETAÇÃO DE UM SISTEMA DE ALERTA

B. Nunes*, P. J. Nogueira*, L. Canto e Castro, J. Marinho Falcão

Observatório Nacional de Saúde - Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge, Av Padre Cruz 1649-016, Lisboa - Portugal

( telf - 351+1+7510546 - email ceb@mail.telepac.pt)

Centro de Estatística e Aplicações - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Introducão. Portugal é um país conhecido pelo seu bom tempo e temperaturas amenas. As ondas de são muito raras e parecem ser directamente responsáveis por alguns dos valores discordantes que surgem nas séries do número de óbitos diários. Casos desta natureza foram verificados em Portugal em duas situações separadas de 10 anos; em Junho de 1981 e em Julho de 1991.

Métodos. Utilizando modelos de séries temporais com covariáveis - Modelos de Regressão Dinâmica, ajustou-se para o distrito de Lisboa, um modelo para a previsão dos efeitos do calor na mortalidade. Para atingir estes objectivos criou-se uma covariável, função da temperatura máxima diária, e que se designou por Sobrecarga Térmica Acumulada (STA(*)). Esta covariável é dada pelo número de dias a que a temperatura máxima diária se encontra acima de um nível *, ponderados pelo excesso da temperatura máxima acima do mesmo nível. Neste caso fixou-se * em 32º C, e ajustando o modelo de regressão dinâmica,

Yt = * STA (*)t-1 + *t

onde Yt representa o número de óbitos no dia t, STA (*)t-1 a Sobrecarga Térmica Acumulada observada no dia anterior (t-1) e *t um processo ARMA(1,1). Com base neste modelo elaborou-se em conjunto com o Instituto de Meteorologia português um sistema de previsão e prevenção dos efeitos das ondas de calor na mortalidade. Utilizando o número de óbitos previstos pelo modelo criou-se um índice ao qual se chamou Ícaro e que estabelece a razão entre o número de óbitos previstos e o número de óbitos esperados (valor médio dos óbitos diários).

Resultados. Foi possível obter um bom ajustamento à onda de calor de 1981 e uma previsão razoável da onda de calor observada em 1991, apesar de prever neste último caso falsos alarmes em Agosto e Setembro.

Verão 1981.                    Verão 1991





Conclusões: O modelo não parece falhar a previsão dos efeitos do calor excessivo. Durante este verão será implementado um sistema de monitorização diária que utilizará o índice de Ícaro para reconhecer situações alarmantes e activar em conjunto com o Instituto de Meteorologia e a Protecção Civil mecanismos de protecção para a população.

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